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Brucelose Bovina


A brucelose bovina é causada pela bactéria Brucella abortus, e tem como principal característica, os problemas reprodutivos, tais como aborto e infertilidade. As perdas geradas por essa enfermidade refletem em sérios prejuízos econômicos na bovinocultura, principalmente por conta de abortos que acontecem geralmente no terço final da gestação. Com retenção de placenta e descargas uterinas acontece eliminação das bactérias por via vaginal. Isso contribui para a infecção dos animais que entram em contato com essas secreções. Nos machos, em menor extensão, causa orquite-epididimite e infecção das glândulas anexas. Em ambos os sexos, determina infertilidade.



O diagnóstico indireto da brucelose pode ser realizado por meio de vários testes, dentre eles o de rosa-de-bengala, prova da soroaglutinação lenta com 2-mercaptoetanol - SAL-2ME, teste presuntivo rápido automatizado - rap lesl, ensaios de imunoadsorção enzimática - ELISAs, ensaio homogêneo de fluorescência polarizada - FPA - e a fixação de complemento - FC. O diagnóstico sorológico não deve ser realizado entre duas e quatro semanas antes e após o parto ou aborto, pois ocorrerá um significativo aumento dos resultados falso-negativos. Este incremento deve-se, provavelmente, à mobilização de anticorpos para o colostro e também para os líquidos fetais.


O controle da brucelose é feito por meio de um programa efetivo de vacinação. A vacina comumente utilizada no Brasil é elaborada com a amostra 19 de B. abortus - B19. Uma única dose da vacina administrada aos cinco meses de idade geralmente confere imunidade por toda vida do animal, embora todas as fêmeas vacinadas percam seus títulos de anticorpos entre 16 e 18 meses. Por causa da interferência dos anticorpos colostrais, a vacinação de animais até quatro meses não é totalmente eficiente como após os cinco meses de idade. Em rebanhos contaminados foi empregada a vacinação de animais adultos com doses reduzidas da vacina B19, cerca de 1/20 da dose normal. A vacinação é de vital importância e deve-se proceder com cautela, pois a vacina contém um agente vivo e deve ser manipulada com cuidado para se obter um resultado satisfatório. A vacina deve ser conservada sob refrigeração e reconstituída apenas quando necessária. O material não utilizado deve ser descartado em local onde não exista risco de contaminação.


Brucella abortus (imagem sugestiva ao post)

 
 
 

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