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CAEV - Vírus da Artrite Encefalite Caprina



A CAEV é uma doença crônica causada por um lentivírus da família Retroviridae e acomete principalmente raças caprinas leiteiras e afeta, principalmente, o sistema nervoso, as articulações (juntas), os pulmões e a glândula mamária (úbere). A transmissão ocorre principalmente através da ingestão de colostro e leite de cabras infectadas, pelo contato de animais sadios com animais infectados por um período prolongado (acima de 12 meses). Também é transmitida através da saliva e de secreções dos sistemas respiratório e urogenital.


Os sinais clínicos são muito importantes para identificar a contaminação no rebanho, portanto deve-se observar os sintomas em todas as formas de acometimento. Na forma nervosa observa-se nos animais alguns tremores, depressão, inclinação da cabeça para o lado, torcicolo, andar em círculo e paralisia dos demais membros. Na forma respiratória o animal apresenta um tipo de pneumonia: tosse, cansaço com muita facilidade mesmo existindo pouca secreção nasal. Na forma mamária é frequentemente observada em fêmeas em lactação, sendo caracterizada pelo endurecimento parcial ou total do úbere e pela redução ou perda da produção de leite; forma articular: ocorre um aumento da circunferência articular. Os animais doentes apresentam mangueira, perda da flexibilidade articular e deformação da articulação. Atualmente, nenhuma das formas clínicas responde a tratamentos com antimicrobianos (antibióticos).


Como profilaxia para rebanhos livres da doença, é preciso ter atenção quando adquirir matrizes ou reprodutores, os mesmos devem vir com histórico para que o proprietário tenha certeza que não será uma fonte de contaminação para seu rebanho. Além disso, é importante realizar exame clínico e exigir atestado de negatividade da doença no animal tendo que ter duas sorologias negativas consecutivas, com intervalo mínimo de 6 meses entre os testes, e também realizar quarentena de no mínimo 90 dias antes de incorporar animais no rebanho. Já para rebanhos infectados, deve ser testado sorologicamente todo o rebanho, realizar descarte gradual de animais positivos, separar os cabritos imediatamente ao nascimento, proceder higiene periódica de instalações, equipamentos como agulhas, tatuadores e manejo de ordenha além de repetir semestralmente o exame sorológico (nos cabritos o primeiro exame deve ser realizado aos 120 dias de idade e a partir daí, a cada semestre).


Fonte: Portal Embrapa


 
 
 

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