Método Famacha em Ovinos
- Maria Eduarda - Coordenadora de Marketing

- 14 de abr. de 2021
- 2 min de leitura

Manejo indispensável na Ovinocultura.
Rebanhos de pequenos ruminantes no Brasil em sua maioria são criados de forma extensiva. A condição climática subtropical embora favorável à criação em pastagens anuais, também permite o desenvolvimento de várias espécies de parasitas, isso acarreta grande parte das perdas observadas em criações de ovinos e caprinos.
Os prejuízos causados ao produtor podem resultar em acentuada queda no lucro projetado, visto que é possível que todos os animais de um mesmo rebanho apresentem algum grau de infecção, no entanto somente um grupo deles deverá conter níveis indesejáveis de infecção a ponto de causar perdas econômicas significativas. Esses animais são chamados de suscetíveis, enquanto os demais podem apresentar grau de parasitismo leve, resilientes ou nulo, isso quer dizer que pode-se conseguir uma melhora em relação ao custo na criação, a partir do tratamento de apenas um lote desses animais mais infectados.
Para minimizar os prejuízos os produtores rurais cada vez mais estão lançando mão de técnicas e métodos para o tratamento seletivo no controle das verminoses e o método Famacha é uma dessas.
Vantagens do Método Famacha:
-Identifica animais clinicamente infectados por método indireto.
-Trata os animais antes de causar perdas.
-Contribui para o descarte de animais suscetíveis, selecionando o rebanho para maior resistência à Haemoncose.
-Reduz o número de tratamentos antiparasitários.
-Aumenta a relação custo benefício na produção.
-Retarda a seleção para resistência parasitária.
-Treina mão de obra técnica e qualificada.
Mas e aí, como funciona o Método Famacha?
De acordo com Marcos Barbosa, professor de Medicina Veterinária, há um tipo de verme "espoliador" isso significa dizer que este ‘’suga o sangue’’, e como em qualquer médico frequentado a primeira coisa a se observar é a mucosa, é preciso olhar a mucosa desses animais também.
Desta forma, existe uma graduação de tonalidade de mucosa, que vai de número 1(excelente) para o número 5(sinal agudo de anemia). Sendo assim, observa-se a mucosa que de maneira prévia será exposta e confere-se uma pontuação a esta, vale a pena ressaltar que pode ocorrer uma variação na pontuação de um avaliador para o outro, devido ao fato de nem sempre todos enxergarem uma mesma tonalidade de cor.
Uma outra ocasião possível de se acontecer é o ‘’falso positivo’’ decorrente de poeira na região, fazendo com que, desta forma a mucosa fique irritada, vermelha, se tornando importante desta maneira, avaliar a gengiva deste animal como uma segunda e não menos importante opção.
Rapidamente após ser pressionada ela deve ficar preenchida novamente, isso porque ocorre uma compressão dos vasos sanguíneos daquela região e quando solta-se o dedo os vasos começam a se recompor e encher de sangue, isso se chama tempo de preenchimento capilar, quanto mais demorado significa dizer que há menos sangue para o preenchimento. Resumindo-se então, é preciso que esta se recomponha de maneira mais rápida possível.
A grande redução nos custos de tratamento e a identificação de animais suscetíveis, que devem ser descartados do rebanho, fazem do método Famacha um sistema atraente para as condições brasileiras, na qual o verme hematófago Haemonchus contortus é o principal helminto gastrintestinal que afeta os animais.
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Zoojr, lado a lado com o produtor rural.




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